Em uma das minhas buscas de iluminação, consultei meu oráculo e guru Google e achei um blog bem interessante do Marco Fabossi, autor do livro “Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach“. A página tem bastante conteúdo sobre liderança, motivação, administração do tempo, trabalho em equipe, ética, coaching, criatividade, comunicação, enfim… dicas de desenvolvimento pessoal e profissional. Todos esses conceitos são comuns na vida de um rotaractiano e de qualquer pessoa que faça trabalho voluntário.

A realidade dos trabalhos voluntários, que tenho a satisfação de fazer parte, é muito parecida. Geralmente, o grupo está apoiado em uma ou no máximo duas pessoas que ocupam cargos de liderança, e que foram eleitos. Voluntariamente, esses líderes se colocaram a disposição ou ninguém mais quis assumir a responsabilidade de liderar. Ou ainda, eles foram “obrigados” pela situação, pelo grupo ou por qualquer outro motivo.

Não ter ninguém que se candidate para a função de liderar um trabalho voluntário ou esteja preparado para assumir esse cargo, é muito comum. Em minhas pesquisas, conversas e obervações pude constatar que isso se deve a um pouco conhecido conceito chamado “Liderança situacional”.

Vamos saber mais sobre esse conceito?

No vídeo, Marco Fabossi fala muito sobre delegação, mas o que mais me chamou a atenção foi o momento em que abordou o tema liderança situacional, que ele define como sendo o nível de maturidade das pessoas em relação às tarefas que executam. É importante não confundir com o nível de maturidade das pessoas. O site Wikipédia, funciona como uma enciclopédia colaborativa (aonde todos podem escrever e opniar sobre cada definição) também define o que é essa característica, com mais precisão.

Fabossi compara fases da vida do ser humano: bebê, criança, adolescente e adulto, com as etapas da evolução e comprometimento do profissional. Porém, prefiro as divisões usadas no Wikipédia:
1. Direção
2. Orientação
3. Apoio
4. Delegação

O Rotaract está em plena mutação e exige que os líderes sejam capazes de se adaptar as mudanças que ocorrem a todo momento. As lideranças de hoje devem adaptar seu estilo de liderança à tarefa e, principalmente, às pessoas envolvidas.

Já vi muitas pessoas que centralizam as tarefas e, quando saem do Rotaract, o clube acaba. Será que se preocuparam o suficiente com a delegação de tarefas, com a formação de outros líderes ou somente com sua própria capacidade de desenvolvimento?
É preciso informar, orientar, apoiar até que se chegue ao momento de delegar atividades e funções.

Delegar é diferente de “delargar”.

Se dedique a ensinar o que você sabe e, principalmente, a escutar o que os outros tem a dizer. Essa, sem dúvidas é a melhor maneira de liderar.

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