Este post fala da importância de se traçar metas e do quanto sua vida pode ser facilitada por você tê-las.

“O destino não é uma questão de oportunidade. É uma questão de escolha; não é algo pelo qual se deve esperar; é algo que deve ser perseguido.” Essa frase de William Jennings Bryan foi inspiração para criar este post.

Recentemente passei por muitas mudanças “não planejadas” em minha vida. Digo “não planejadas” pois não estava esperando realmente por elas, mas sempre, inconscientemente, tive uma meta. Que com o passar do tempo e com muita reflexão acabei descobrindo qual é.

Metas eficazes são SMART: específicas, mensuráveis, alcançável, realistas e tem tempo limitado. Acrescentaria o fato de serem direcionadas pela estratégia e são desafiadoras.

Algo que ajuda a especificar a sua meta é escrevê-las, ou tê-las tão claras em sua mente como se pudesse toca-las. Escrever ajuda você a sintetizar sua vontade e cria um compromisso com você mesmo.

Mensurar algo é ter uma maneira de medir. Alcançou ou não alcançou sua meta? Está caminhando em direção a ela?

Alcançar algo depende do fato de ser possível, realista. Mas lembre-se de sonhar.

Estipular um prazo é importante para que se acompanhe a sua evolução na conquista da sua meta. Um prazo, não precisa necessariamente de uma data pré definida, pode ser algo como “Em até 10 anos…”…

Estratégia… esse não é um tema tão polêmico quanto mamilos  mas merece uma atenção especial. Existem vários livros interessantes que falam sobre diferentes tipos de estratégia, mas não mencionam que se deve usá-las em todas as áreas da vida (pessoal, profissional, emocional, espiritual, etc…). Quando for planejar preveja soluções as possíveis dificuldades, mas não prendasse ao problema e sim a solução.

Desafios! O ser humano é movido pelo desafio, pela vontade, pela eterna insatisfação com sua condição atual. Estabeleça uma meta que ao conquista-la você fique orgulhoso de si mesmo, e que todo obstáculo seja pequeno perto da satisfação em alcança-la.

Seja persistente o sabor da vitória é dado pelas dificuldades que passamos.

Veja o vídeo abaixo, mas recomendo que se tenha a mente aberta para adaptar cada uma das frases para nossas vidas e que assimilem, em especial, uma das últimas frases que é: “Faça ou não faça. Não existe tentar”.

Despeço-me da mesma forma que comecei o post, com uma frase que me fez pensar… “Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando tira os olhos de sua meta” – Henry Ford.

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Tento, de uma forma simples e fazendo uso de várias referências, responder a duas questões simples:
O que é empreendedorismo?
O que é ser empreendedor?

Indo um pouco além da explicação existente no site Wikipédia e amplamente reproduzida em diversos sites, tentei fazer um breve histórico do significado de empreendedor até os dias de hoje, para em seguida discutir sobre essas definições.

A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir.

Por volta do ano de 1939 foi utilizada juntamente com o conceito de Ciclo econômico criado por Joseph Schumpeter. Schumpeter usou a palavra para designar o empresário que conseguiria lucros extraordinários (acima das médias do mercado) através da sua criatividade.

Em 1970 Kenneth E. Knight e Peter Drucker, expandiram a definição do termo empreendedorismo.

No livro “Empreendedorismo” , dos autores Robert D. Hisrich, Michael Peters e Dean Shepherd consta uma definição muito difundida e aceita que é “empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal”.

Entretanto o conceito é sutilmente distorcido pela maioria das pessoas, que logo, vinculam a palavra empreendedor a empresário, considera-se empresário “quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para produção ou a circulação de bens ou de serviços” (retirado do Novo Código Civil art. 966). Logo nem todo emprensário é empreendedor e nem todo empreendedor é empresário.

Ser empreendedor é “pensar fora da caixa”, pensar diferente dos outros, ver o que ninguém vê, fazer o que ninguém faz. Motivado única e exclusivamente em fazer a diferença.

Podemos, e devemos, ser empreendedores em todos os momentos de nossas vidas. Procurar soluções, questionar com o intuito de aprender, entender como as coisas funcionam, imaginar maneiras de melhorar o que já existe e realizar o que outros não acreditavam ser possível.

Neste vídeo vemos que atitudes empreendedoras são possíveis de diversas maneiras, um ÓTIMO exemplo disso é o vídeo Pipoca do Valdir

Acreditar que tudo é possível, não é coisa de sonhador é coisa de empreendedor! Faça a diferença, seja Empreendedor!!!
E para você? O que é ser empreendedor?

Olá! Neste post busco polemizar sobre o que motiva a realização do trabalho voluntário. Altruísmo? Egoísmo? Além da polêmica tento encontrar, ou melhor, formular uma resposta.

Primeiramente vamos aos significados!

No dicionário escolar da Língua Portuguesa Michaelis encontramos:

Altruísmo: “Amor ao próximo, abnegação” seu antônimo é o Egoísmo (“Amor exclusivo a si mesmo e a seus interesses, sem considerar o interesse dos outros).

Motivação “Conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo.”

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas ), “Voluntário é toda pessoa que, devido ao seu interesse pessoal dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social ou em outros campos”.

Falando do que interessa… O campo subjetivo é gerador de discussão justamente pela diversidade, por isso não levem as minhas opiniões como algo negativo, ok?

Na internet achei alguns trabalhos científicos muito bons:

Pobres no Ter, Ricos no Ser: Trabalho Voluntário e Motivação na Pastoral da CriançaMotivação e satisfação do voluntariado na ViaCiclo. Estes trabalhos constatam a dificuldade de encontrar material sobre motivação em trabalhos voluntários, pois o material que existe é sobre motivação no trabalho e essencialmente esses se diferem.

No trabalho sobre a Pastoral da Criança do município de Natal (RN), vemos: a importância do terceiro setor, uma classificação das organizações que atuam no campo social e  uma pesquisa identificando o perfil do voluntariado. Alguns números chamam a atenção como: 78,7% dos voluntários são do sexo feminino e 89,3% tem idade entre 16 e 47 anos. Ressalto também o depoimento de um dos pesquisados “É mais gratificante do que a minha profissão […] é no trabalho da Pastoral que eu me realizo. Na minha profissão eu me sinto impotente para mudar as coisas em que eu não acredito […] não concordo com o modo como as coisas são conduzidas lá. Na Pastoral da Criança eu tenho essa liberdade, eu posso trabalhar de acordo com o que eu acredito […] eu encontro a minha compensação”.

No trabalho sobre a ViaCiclo, o autor reforça a diferença entre motivação no trabalho convencional (remunerado) e o trabalho voluntário, explica o Ciclo Motivacional de Chiavenato  (além de outras teorias relacionadas a motivação), um histórico sobre o trabalho voluntário e nos depoimentos podemos observar claramente a importancia de se assumir desde o inicio alguma responsabilidade dentro da organização.

Não podemos deixar de citar a Pirâmide de Maslow que estabelece uma hierarquia das necessidades que buscamos satisfazer.

Hierarquia das Necessidades de Maslow

Outros pontos em comum: as pessoas que realizam trabalho voluntário têm um desejo profundo de ser um agente de transformação do ambiente ao seu redor, buscam a autorrealização através do trabalho voluntário e principalmente o crescimento pessoal.

Para mim o altruísmo não existe! Pensei muito sobre o que leva o individuo a realizar uma tarefa sem entender que será beneficiado com ela. E simplesmente constatei que isso não é possível.

Como assim?

Para realizar qualquer atividade é preciso entender que se ganhará algo, não importando o que seja. Exemplo: aprovação, aprendizado, satisfação, crescimento, relacionamento, sentimento, etc.

Consequentemente praticamos o chamado “altruísmo” de se dedicar ao trabalho voluntário por sermos egoístas.  Não adianta procurar uma explicação, inevitavelmente cairá sobre algum desejo (mesmo que oculto).

Pare e pense!

Ao nos tornarmos conscientes da necessidade de ganho podemos exercitar nossa habilidade de observação e tentar entender o que motiva cada uma das pessoas ao nosso redor. E é essa a parte mais difícil, pois o individuo é mutável.

O que motivou o início da sua participação, tem grandes chances de não ser a mesma coisa que o manterá participando.

Bem… e quanto a mim? O que me motivou? A aprovação, confesso! Mas o que eu aprendi é o que realmente importa! Veja o vídeo abaixo e motive-se a realizar algum trabalho voluntário.

Empreender é a habilidade de dar vida aos próprios projetos, tirando-os do papel e transformando-os em realidade”. Este é um pequeno trecho que tirei da revista Você S/A de outubro de 2009 e me inspirei para escrever para este post.

A cada post publicado me convenço e me certifico que realizar trabalhos voluntários é uma excelente idéia para o desenvolvimento pessoal e profissional. O voluntariado é a oportunidade de exercitar habilidades e características (empreendedorismo, liderança, ética, oratória, desenvolvimento e coordenação de projetos, capacidade de trabalhar em equipe, entre um milhão e meio de outros adjetivos) que toda empresa sonha em encontrar em um funcionário, ou pelo menos deveria.

Se o seguinte pensamento é comum para você: “Quero algo que me desafie, que exercite minhas habilidades e que me desenvolva” ( Sensação de “dejá-vu”… Nem pense naquela banda! ), sinto muito em lhe dizer, mas você está fadado a realizar trabalhos voluntários. E sabe o que vai acontecer depois de ter feito pelo menos um? Não!?!? Você vai gostar.

As habilidades já citadas e que aparecem constantemente em revistas como a Você S/A, Exame, Pequenas empresas grandes negócios, ” target=”_blank”>HSM Management, e são palavras tatuadas (além de estarem  em seus discursos, artigos e livros, estão presentes em suas vidas) em gurus e personalidades do mundo dos negócios como: ” target=”_blank”>Pliliph Kotler, ” target=”_blank”>Idalberto Chiavenato, Bill Gates, ” target=”_blank”>Steve Jobs, Peter Druker e, por que não, até o Roberto Justus?  Estas palavras estão ao seu alcance! Basta dizer: “Sim, eu quero” e se movimentar para isso.

Enxergar um problema, elaborar uma solução, envolver um grupo de pessoas, buscar recursos, executar o projeto e finalmente fazer uma avaliação do que foi realizado. Estas etapas não são de uso exclusivo do mundo dos negócios. Elas estão presentes em todas as profissões e fazem parte do cotidiano de um voluntariado, voluntário-empreendedor ou empreendedor-voluntário, o que preferir.

Quer um conselho? Além de usar filtro solar? (Versão com Pedro Bial e versão original em inglês, com legenda é claro) rs…

Ser empreendedor não é tarefa fácil, pelo simples fato de questionar, quebrar paradigmas, criticar e, por conseqüência, às vezes, criar confusão. Para que isto não aconteça, pelo menos não com tanta freqüência, não esqueça jamais da expressão: “Seja a solução e não o problema”.

Empreenda-se! Dê vida aos seus projetos, concretize seus planos e busque a felicidade (mas não esqueça de seus valores, ética e crenças).

Em uma das minhas buscas de iluminação, consultei meu oráculo e guru Google e achei um blog bem interessante do Marco Fabossi, autor do livro “Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach“. A página tem bastante conteúdo sobre liderança, motivação, administração do tempo, trabalho em equipe, ética, coaching, criatividade, comunicação, enfim… dicas de desenvolvimento pessoal e profissional. Todos esses conceitos são comuns na vida de um rotaractiano e de qualquer pessoa que faça trabalho voluntário.

A realidade dos trabalhos voluntários, que tenho a satisfação de fazer parte, é muito parecida. Geralmente, o grupo está apoiado em uma ou no máximo duas pessoas que ocupam cargos de liderança, e que foram eleitos. Voluntariamente, esses líderes se colocaram a disposição ou ninguém mais quis assumir a responsabilidade de liderar. Ou ainda, eles foram “obrigados” pela situação, pelo grupo ou por qualquer outro motivo.

Não ter ninguém que se candidate para a função de liderar um trabalho voluntário ou esteja preparado para assumir esse cargo, é muito comum. Em minhas pesquisas, conversas e obervações pude constatar que isso se deve a um pouco conhecido conceito chamado “Liderança situacional”.

Vamos saber mais sobre esse conceito?

No vídeo, Marco Fabossi fala muito sobre delegação, mas o que mais me chamou a atenção foi o momento em que abordou o tema liderança situacional, que ele define como sendo o nível de maturidade das pessoas em relação às tarefas que executam. É importante não confundir com o nível de maturidade das pessoas. O site Wikipédia, funciona como uma enciclopédia colaborativa (aonde todos podem escrever e opniar sobre cada definição) também define o que é essa característica, com mais precisão.

Fabossi compara fases da vida do ser humano: bebê, criança, adolescente e adulto, com as etapas da evolução e comprometimento do profissional. Porém, prefiro as divisões usadas no Wikipédia:
1. Direção
2. Orientação
3. Apoio
4. Delegação

O Rotaract está em plena mutação e exige que os líderes sejam capazes de se adaptar as mudanças que ocorrem a todo momento. As lideranças de hoje devem adaptar seu estilo de liderança à tarefa e, principalmente, às pessoas envolvidas.

Já vi muitas pessoas que centralizam as tarefas e, quando saem do Rotaract, o clube acaba. Será que se preocuparam o suficiente com a delegação de tarefas, com a formação de outros líderes ou somente com sua própria capacidade de desenvolvimento?
É preciso informar, orientar, apoiar até que se chegue ao momento de delegar atividades e funções.

Delegar é diferente de “delargar”.

Se dedique a ensinar o que você sabe e, principalmente, a escutar o que os outros tem a dizer. Essa, sem dúvidas é a melhor maneira de liderar.

Realmente podemos aprender com tudo!!!
Para os incrédulos de plantão, o post de hoje será sobre a banda Titãs. Não sou crítico de música e não tenho pretensão de ser. Na verdade, gosto de prestar atenção nas letras e, no máximo da minha ousadia, curtir o seu ritmo.
 
Proponho o seguinte exercício: Veja o clipe abaixo, apenas curtindo a música. Depois veja novamente, prestando atenção na letra. Finalmente, tente encaixar algum momento (ou momentos) da sua vida em que essa música serviria de trilha sonora.
 

 
Isso foi, no mínimo, interessante, concordam?
 
Para cada um dos versos, tiro lições diferentes de liderança, por exemplo. Acompanhe comigo.
 
 
“Devia ter amado mais, ter chorado mais (…)”
Líderes devem mostrar os sentimentos em relação à tarefa a ser executada e principalmente em relação às pessoas envolvidas. Mostrar que acredita na capacidade dos envolvidos, deixar claro o que se espera e, principalmente, envolver emocionalmente a todos. Assim, ele consegue “vender” a sua visão do serviço a ser executado. Quando estamos verdadeiramente envolvidos com algo, a nossa capacidade de alcançar o resultado esperado, e quem sabe até mesmo superá-lo, é uma conseqüência inevitável.
 
“Devia ter arriscado mais e até errado mais (…)”
Arriscar é totalmente diferente de “dar um tiro no escuro”. Para arriscar é preciso conhecer os riscos, e, racionalmente, agir para alcançar um determinado objetivo. Tenha sempre em mente que podemos errar, mas só erra quem tenta.
 
“Ter feito o que eu queria fazer (…)”
Em alguns casos o líder é obrigado a tomar a responsabilidade para si, e ignorar a democracia. Geralmente, são em momentos em que é preciso tomar atitudes rapidamente para evitar maiores “danos”.
 
“Queria ter aceitado as pessoas como elas são / Cada um sabe alegria e a dor que traz no coração (…)”
Essa parte é sensacional, concordam?
Saber se relacionar com os outros, inclusive consigo, é uma característica que deve ser trabalhada constantemente. É preciso aceitar o fato que cada um é diferente do outro, e não há nada que você pode fazer para mudar isso. E isso não é ruim não… pois encarando as diferenças é que aprendemos mais. Tenha em mente que as pessoas podem passar por momentos ruins e que suas atitudes são resultado do que vivem. Portanto, procure saber mais sobre uma resposta “mal criada” ou por que a pessoa está abaixo do seu verdadeiro potencial. Demonstrar preocupação é uma ótima forma de aumentar o comprometimento da sua equipe.
 
“Devia ter complicado menos (…)”
Simplifique! Tornar as coisas simples não significa fazer menos caprichado ou o básico. Simplificar é tornar menos complicado, quanto mais simples melhor.
 
“Devia ter me importado menos com problemas pequenos (…)”
Se preocupe com o resultado final e não com pequenos problemas ao longo do percurso. Às vezes, nos preocupamos tanto com problemas que aparecem que perdemos o nosso foco principal. Não se preocupar é diferente de ignorar. Tenha isso em mente quando se deparar com um problema que o distancie de sua meta.
 
Gostou da música? E do post? Se identificou? Então… comente!
  
Caso queira visualizar a letra da música em sua integra basta clicar aqui.

Confesso que ainda estou lendo O Monge e o Executivo, livro de James C. Hunter. Muito do que é dito no livro comparo com minha vivência e experiência no Rotaract e nos trabalhos voluntários de maneira geral que já desenvolvi. Vamos refletir um pouco sobre essa relação Liderança X Voluntariado.
 
“Paciência, responsabilidade, honestidade, ser exemplo, saber ouvir, encorajar, atitudes positivas e entusiásticas” são alguns dos comportamentos de líderes, segundo Hunter. São características que podem ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas de acordo com o tempo e com as atividades que cada um desenvolve, em qualquer pessoa. Ou seja, comportamentos são escolhas.
 
Quais destes comportamentos você tem exercitado? Quais precisa melhorar? Mudança de comportamento é uma prática, um hábito que deve ser incorporado na rotina diária de cada um de nós.
 
Como disse o filósofo Confúcio, “quando vires um homem bom, tente imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo”. Repensar nossas atitudes e comportamentos é peça chave para o crescimento pessoal. Jamais podemos exigir algo de alguém se nós mesmos não fazemos, devemos liderar pelas boas práticas. Veja só uma das melhores bandas de rock do país, os Titãs confirmando exatamente isso: “eu peço somente, o que eu puder dar” (trecho da música “Porque eu sei que é amor”, composta por Sérgio Britto e Paulo Miklos).

Será que nossas atitudes refletem realmente nossas intenções? Será que somos o melhor que podemos ser? Confúcio disse também que “não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros”. Portanto, sempre há tempo para mudar nosso comportamento, para isto basta querer.

Gosto muito de ler, muito mesmo! E, na maioria das vezes, me pego lendo mais de um livro ao mesmo tempo. Entre os vários que estou lendo, um dos que mais me envolve é “O monge e o executivo – Uma história sobre a essência da liderança”, de James C. Hunter. E pela segunda vez, inclusive!

Resolvi escrever sobre a tão falada liderança e, na minha visão, para que ela serve e sua proximidade e com o trabalho voluntário. Muito do que vou refletir foi retirado desse livro, que considero leve, interessante, e que desperta uma autocrítica sobre como exercemos a nossa liderança.

A liderança não é algo que te obrigaram a praticar. Você se comprometeu voluntariamente a ser líder. Usando outras palavras, Hunter descreve a liderança como uma habilidade de influenciar pessoas para trabalharem com entusiasmo e, assim, atingir aos objetivos identificados para o bem comum do público-alvo. Essa definição de liderança é bem pertinente e até hoje não vi nenhuma que descreva melhor o que é liderança. Por se tratar de uma habilidade, ela pode ser aprendida e desenvolvida.

Quando você se dispõe a realizar algum trabalho voluntário, está exercitando a sua liderança. Isso é fato! Não se pode questionar isso. Os questionamentos que podem aparecer são: “Ninguém me pediu pra fazer”, “Eu faço mais coisas que ele” e “Isso não me ensinou nada”. Cada uma dessas frases tem grandes significados…

O significado da primeira é que trabalho voluntário é algo que você se dispõe a fazer. Ninguém vai te obrigar a fazer nada. Você é quem tem que se colocar a disposição pra realizar algo. Como exercitar a liderança se você mesmo não se dispõe a fazer?

“Eu faço mais coisas que ele”. Todos já pensaram nela pelo menos uma vez. Seria comparar o treinamento de um maratonista com o de um atleta de final de semana. Quanto mais você se dispõe a fazer, e se doa, mais aprende e maior é a recompensa da sua doação. A lição que tiro disso é que as pessoas exercitam sua liderança em intensidades diferentes. Cada um tem o seu ritmo.

Sobre a terceira frase, acredito que todos nós podemos tirar lições de tudo que acontece em nossas vidas. Se você realizou uma atividade que, na sua concepção era simples e nada desafiadora, agora você sabe fazer de maneira diferente ou, pelo menos, com maior rapidez. O motivo? A tarefa foi praticada de um modo diferente. Se você não sabia como realizar, pesquisou a respeito e aprendeu algo novo, mesmo que você nunca mais vá realizá-la novamente. Ou ainda, se não gostou do que realizou, da atividade, agora você sabe que não gosta de fazer isso, porque já experimentou.

Muitas lições importantes podem ser tiradas do livro “O Monge e o Executivo”. Uma delas é uma frase cheia de significado, que está logo no início da obra: “É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem”. E o que é o voluntariado, senão exatamente isso?!

Sempre que eu tento explicar o que é o Rotaract vejo quanto é difícil definí-lo. O Rotaract não é estático e previsível, é algo em constante mudança e evolução. Para tentar explicar o que é, começo falando sobre o Rotary. Nada o define melhor do que a expressão: “Dar de si, antes de pensar em si” que é um dos lemas do Rotaract Club.

Mas não fico satisfeito.. . Acredito que o Rotaract é muito mais do que isso. É um momento no qual jovens que possuem os mesmos ideais e ideias parecidas, podem debater formas de fazer um mundo melhor. E, muito além de falar sobre uma sociedade mais justa, praticamos isso com projetos sobre saúde, educação, meio ambiente e outros assuntos presentes na atualidade.

Nos clubes, encontramos jovens insatisfeitos com o ritmo do mundo e que não querem mais esperar os governantes tomarem providências para melhorar ou no mínimo amenizar, a situação ruim por qual a sociedade em que vivem passa.

São jovens que querem fazer a diferença e não aguentam mais ver situações de fome, desigualdade, miséria, doenças, carência, abandono .Ao invés de só reclamarem , nós rotaractianos arregaçamos as mangas e botamos, literalmente, a “mão na massa”.

Nos rotaractianos a insatisfação é um fator motivador para a transformação. Vemos um problema como oportunidade de fazer a diferença e ter um mundo melhor. No final das contas, o problema vira solução. Eles são líderes, pessoas a frente da sua época!

E quando penso que estou explicando bem sobre o que é o Rotaract, vejo que ainda tem muito mais!!! Lembro dos meus amigos, das risadas, das palestras, treinamentos, viagens, conversas, festas e de tudo e todos que conheci. Lembro dos países, culturas e crenças diferentes que descobri, apenas conversando com os intercambistas.

No final, me dou conta de que por mais diferente que cada um possa ser, somos todos iguais. E é exatamente essa crença que move os rotaractianos em busca de um mundo mais humano e igualitário.

Para mais informações acessem:

Site do Rotary Internacional para você saber exatamente o que é Rotary.
Informações sobre o Rotaract, dentro da página do Rotary.
Blog do Rotaract Clube de Vitória Ilha do Mel.

Enquanto isso no twitter:

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