Gosto muito de ler, muito mesmo! E, na maioria das vezes, me pego lendo mais de um livro ao mesmo tempo. Entre os vários que estou lendo, um dos que mais me envolve é “O monge e o executivo – Uma história sobre a essência da liderança”, de James C. Hunter. E pela segunda vez, inclusive!

Resolvi escrever sobre a tão falada liderança e, na minha visão, para que ela serve e sua proximidade e com o trabalho voluntário. Muito do que vou refletir foi retirado desse livro, que considero leve, interessante, e que desperta uma autocrítica sobre como exercemos a nossa liderança.

A liderança não é algo que te obrigaram a praticar. Você se comprometeu voluntariamente a ser líder. Usando outras palavras, Hunter descreve a liderança como uma habilidade de influenciar pessoas para trabalharem com entusiasmo e, assim, atingir aos objetivos identificados para o bem comum do público-alvo. Essa definição de liderança é bem pertinente e até hoje não vi nenhuma que descreva melhor o que é liderança. Por se tratar de uma habilidade, ela pode ser aprendida e desenvolvida.

Quando você se dispõe a realizar algum trabalho voluntário, está exercitando a sua liderança. Isso é fato! Não se pode questionar isso. Os questionamentos que podem aparecer são: “Ninguém me pediu pra fazer”, “Eu faço mais coisas que ele” e “Isso não me ensinou nada”. Cada uma dessas frases tem grandes significados…

O significado da primeira é que trabalho voluntário é algo que você se dispõe a fazer. Ninguém vai te obrigar a fazer nada. Você é quem tem que se colocar a disposição pra realizar algo. Como exercitar a liderança se você mesmo não se dispõe a fazer?

“Eu faço mais coisas que ele”. Todos já pensaram nela pelo menos uma vez. Seria comparar o treinamento de um maratonista com o de um atleta de final de semana. Quanto mais você se dispõe a fazer, e se doa, mais aprende e maior é a recompensa da sua doação. A lição que tiro disso é que as pessoas exercitam sua liderança em intensidades diferentes. Cada um tem o seu ritmo.

Sobre a terceira frase, acredito que todos nós podemos tirar lições de tudo que acontece em nossas vidas. Se você realizou uma atividade que, na sua concepção era simples e nada desafiadora, agora você sabe fazer de maneira diferente ou, pelo menos, com maior rapidez. O motivo? A tarefa foi praticada de um modo diferente. Se você não sabia como realizar, pesquisou a respeito e aprendeu algo novo, mesmo que você nunca mais vá realizá-la novamente. Ou ainda, se não gostou do que realizou, da atividade, agora você sabe que não gosta de fazer isso, porque já experimentou.

Muitas lições importantes podem ser tiradas do livro “O Monge e o Executivo”. Uma delas é uma frase cheia de significado, que está logo no início da obra: “É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem”. E o que é o voluntariado, senão exatamente isso?!

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